quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Nada se cria | 179

Não sou muito de acompanhar novela, na verdade, não sou nem um pouco de acompanhar novela, nada, zero. Não quero ser esnobe, só não consigo me interessar pela trama, muito menos pelos personagens - quase sempre representantes das camadas sociais que encontramos facilmente em qualquer pesquisa sobre a nossa grande república federativa. Uma vez me perguntaram quem eu achava que tinha matado a Thais. Juro, não chegava nem perto de suspeitar quem diabos era a assassinada em questão. Perguntei se era alguém conhecido, e me falaram que era a "Thais da novela". Depois ainda me questionaram em que mundo eu vivia, pois só se falava da morte da Thais.

Em outra situação eu estava viajando a trabalho e fui convidado para um churrasco na casa de uns amigos que viviam naquela cidade, cheguei no horário combinado e precisei esperar a novela acabar para começarmos o pagode - acho que era o último capítulo ou coisa parecida. Ninguém respirava, já eu, totalmente deslocado, fiquei prestando atenção na decoração da sala, jogando Tetris no celular e brincando com um simpático peixinho no aquário.

Como disse, não tenho nada contra as novelas, só não gosto, não devo ser o público ou sei lá o que. A última novela que vi mais de dois capítulos foi uma do Raimundo Flamel, mas isso já faz muito tempo. Ele era uma espécie de alquimista e tinha uma maldição peculiar: tudo que ele tocava virava ouro. Então ele segurou acidentalmente no braço de sua namorada e, pimba! Ela virou uma estátua dourada. Depois disso não demorou muito e a novela acabou, não lembro bem que fim teve o azarado do Raimundo Flamel. Também assisti "Vovô e eu" e "Carrossel", no SBT, dessas, por algum motivo eu gostei bastante, acho que não tinha mais o que fazer. Também vi "Pantanal" e "A história de Ana Raio e Zé Trovão", na extinta TV Manchete, que hoje atende pelo nome de Rede TV. Enfim.

Digo tudo isso porque recebi de alguns amigos estes dois anúncios vendendo pen drive. São anúncios de oportunidade sobre a novela que está novamente parando o país, apesar de um parecer claramente cópia do outro. Vai pro Nada se cria e não fala mais nisso.

E eu também não sei quem é essa tal de Nina, só sei que ela parece precisar muito de um pen drive.

Papelaria Grafitte
Agência: Mercatto
País: Brasil
Ano: 2012

Extra Hiper
Agência: -
País: Brasil
Ano: 2012
  

2 comentários:

Anfíbia disse...

Aproveitar o que está "bombando" é uma boa oportunidade também, visto que a marca consegue se associar com aquele "mundo" em que muitas pessoas vivem todas as noites.

www.rabispu.blogspot.ie disse...

Obrigado pela informação, vi esse anuncio do jornal e não entendi nadica de nada!
Moro na Irlanda e tenho tbm um blog (Rabispu) publicitário!
Atom, você e um tremendo noveleiro! So não tem mais tempo e saco para assistir!