quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mais polêmico do que criativo | 45

Eu não gosto da Gisele Bundchen. Acho sua voz enjoativa, ela fala de um jeito que me irrita, é cansativa, super valorizada e se acha a última Coca-Cola do deserto, como diria alguma música do Alexandre Pires (não que eu ouça Alexandre Pires, ouvi dizer que ele tem uma música assim). Ok, confesso: tenho birra da moça. O sentimento se potencializou depois que ela se meteu a palpitar no logo da Copa CBF 2014. Por que alguém prestaria atenção nas coisas que ela diz? Por isso adorei a capa daquela revista que mandou um curto e grosso 'Cala a boca, Gisele!'

Mas também não nego que ela tem sua graça, é um mulherão pra mais de metro - como se diz na minha terra. Tem seu charme, sabe desfilar e fotografar como ninguém, essas coisas bestas que são importantes no mundo das top models. Se fosse muda, seria perfeita. Como não é, sai fazendo comerciais por onde passa. Um dos últimos foi esse da Hope, que ganhou notoriedade depois que tentaram tirá-lo do ar.

Criada pela Giovanni+Draftfcb, a campanha 'HOPE ensina' é acusada de discriminação contra a mulher pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), que saiu enviando notificações ao Conar e à própria Hope. Segundo os ofícios, os vídeos da mãe de Benjamin Button Bundchen devem ser suspensos por ferir alguns artigos do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. “A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, diz a Ouvidoria da SPM. “Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal.”

Abaixo a nota enviada pela Hope à Secretaria de Políticas para as Mulheres:

"Em relação às denúncias recebidas por essa Secretaria por conta da campanha publicitária “HOPE ensina”, a HOPE, empresa com 45 anos de história e que sempre primou pela excelente relação com as suas consumidoras, esclarece que a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. E que utilizando uma lingerie HOPE seu poder de convencimento será ainda maior.

Os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal. Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher.

Foi exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher que utilizamos a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente. Gisele está ali para evidenciar que todas as situações apresentadas na campanha são brincadeiras, piadas do dia-a-dia, e em hipótese alguma devem ser tomadas como depreciativas da figura feminina. Seria absurdo se nós, que vivemos da preferência das mulheres, tomássemos qualquer atitude que desvalorizasse nosso público consumidor."


Não sei como vender lingerie sem abordar o tema sensualidade. Veja bem, a proposta da campanha é que a mulher use sua sensualidade no cotidiano, que abuse de seu charme para contornar incidentes do dia-a-dia. Que mal há nisso? Como disse, acho a modelo brasileira super valorizada, mimada e até petulante, às vezes, mas não vejo nada de errado com os filmes em questão. Só são ruins, não deveriam ser banidos. Não entendo a cabeça de alguém que se incomoda com um comercial assim. Em que mundo vivem essas pessoas? Me avisem quando a hipocrisia for banida da publicidade.

Sogra



Cartão de crédito


Carro

2 comentários:

Ivan Carlos disse...

Só são ruins, e o 1º é mentiroso. Dizer que a sogra vai morar em casa é errado mesmo pelada =)

naosoubomcompalavras disse...

Na falta de criatividade estão apelando. Comerciais apelativos e sem graça. Estão utilizando do falem bem ou mal mas falem de mim.