sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

8 motivos para não montar sua própria agência

Eu li esse texto no blog CHMKT, que leu no blog Empreenda Já, que por sua vez assina a autoria do conteúdo. A questão é que vale a pena repassar essas oito dicas para NÃO abrir sua própria agência, e apesar de aparentar uma certa contradição, vale lembrar que o sonho é um ótimo primeiro passo, mas nada mais do que isso. Conforme postou o Carlos Vilela, a intenção não é desanimar ninguém, e sim esclarecer alguns pontos aos que pretendem se aventurar no desafiador mundo do empreendedorismo.

1. Carga de Trabalho: Não se iluda. Trabalhar na sua própria agência é muito mais desgastante do que trabalhar na dos outros. No seu emprego, as horas podem ser pesadas, mas de uma forma ou outra você tem um horário de trabalho. O empreendedor acaba se envolvendo 24 horas por dia, 7 dias por semana, e a atenção ao negócio penetra em todos os aspectos de sua vida (inclusive pessoal e familiar). Esqueça o ritmo de 8 horas por dia, e esteja pronto para sacrificar tempo com sua família e amigos.

2. Incertezas: Todos já ouvimos as estatísticas de que grande parte das pequenas empresas fecha nos primeiros 5 anos de vida. Claro que podemos filtrar aí muitas empresas de fachada ou aquelas que abriram sem nenhum planejamento. Ainda assim, você sairá do mundo em que alguém (seu chefe) lhe dá as coordenadas para seguir adiante, e cairá em uma realidade em que o amanhã é sempre incerto. Por mais que você se prepare, administrar um negócio novo está sempre cercado de dúvidas e incertezas. O medo é natural, mas ele deve ser enfrentado para que não afete seus objetivos.

3. Questões Gerenciais: A menos que você tenha sido um diretor geral de uma agência antes de abrir a sua, provavelmente seu escopo de conhecimento é limitado a uma ou outra área. Você deve estar preparado para administrar todos os aspectos de um negócio, mesmo que terceirize ou tenha funcionários para isso. Isso inclui aquelas atividades que você não suporta, mas das quais não poderá fugir para não colocar sua empresa em risco. Tenha em mente também que terá que se aperfeiçoar em outras disciplinas para ter uma visão gerencial adequada.

4. Críticas e Pressões: Suas ideias serão criticadas, você poderá ser considerado maluco ou irresponsável por ter largado seu emprego, diversas pessoas dirão que a empresa não dará certo. Além disso, a toda hora você será questionado sobre o negócio (‘e aí, já está ganhando dinheiro?’). Quem não consegue lidar com estas situações e manter a atitude positiva será afetado psicologicamente e isto impactará diretamente nos resultados do empreendimento.

5. Possibilidade de Fracasso: Saiba que a possibilidade de que seu negócio fracassar é real. As razões são inúmeras, e uma tentativa mal sucedida não quer dizer que ‘o sonho acabou’. Ainda assim, existem pessoas que não conseguem lidar com o fracasso, e menos ainda quando devem expor esta situação para familiares, amigos e ex-colegas.

6. Finanças do Negócio: Sim, é possível começar diversos negócios com investimentos mínimos. Não, não ache que só com boa vontade as coisas acabarão dando certo. Planejar o financiamento do negócio adequadamente é uma das atividades mais importantes antes de começar as atividades. Quem não está disposto a fazer esta tarefa, ou não consegue fechar números que mostrem a viabilidade do negócio sem que o dinheiro acabe em poucos meses, deve pensar com muito cuidado se este caminho é correto.

7. Finanças Pessoais: Este fator está ligado a vários pontos anteriores. Por mais que suas finanças pessoais sejam separadas das finanças do negócio, há um impacto direto entre uma e outra na atividade empreendedora. Muitos empreendedores usam seus próprios recursos como uma das fontes de financiamento da empresa. Além disso, há o impacto da potencial queda de renda no curto prazo (por ter largado um emprego), ou da instabilidade de faturamento (por condições de mercado). Outro aspecto são os benefícios que você tinha no seu emprego. Agora isso não existe mais, e tudo deve sair de seu bolso.

8. Seu Perfil: Empreender é se colocar nos holofotes, assumir riscos e se expor ao mercado. Nada de ficar no seu canto, cuidado de sua vida, fazendo bem seu trabalho para se manter no emprego e crescer com o tempo. A importância da inteligência emocional é redobrada. Aqueles mais introvertidos, que não possuem facilidade no relacionamento com outros (especialmente desconhecidos), podem não sair do lugar.

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3 comentários:

Regina Mendes - Redatora Publicitária disse...

Interessante artigo. Me fez pensar nas respostas que eu dou sempre que alguém pergunta o porquê de eu ainda não ter aberto uma agência. A primeira resposta é: MEDO. Isso mesmo. Medo do nosso mercado, da ambição dos concorrentes, das puxadas de tapete, de fornecedores mala-sem-alça, de confiar nas pessoas erradas, de ter que meter o carão e prospectar novos clientes, de delegar tarefas...

Outra coisa: NÚMEROS. Ser dono de agência implica em se preocupar se tem papel higiênico nos banheiros, se o cliente quer reduzir o fee, entradas, saídas, legislação trabalhista, impostos, contas a pagar e muito mais. Complicado, pra quem sempre AMOU português e ABOMINOU matemática.

Mas ainda tenho um sonho: ser diretora de criação associada. Ou seja, um Paulo Castro - leia-se Staff de Propaganda - de saias. O cara só faz o que ele gosta, troca ideia e coordena a equipe e de quebra ganha uns prêmios de vez em quando. Ele não tem que se preocupar se a luz foi paga, se o telefone tá bloqueado ou se a faxineira faltou. E, que me perdoem os mídias, atendimentos, e cia. Ele só fica com a melhor e mais importante parte de uma agência: CRIAR. Quem sabe um dia eu chego lá...

Luciano Marino disse...

Regina, muito pertinente seu comentário, como sempre :-)
abs

Willy Lima disse...

Na minha opinião, o 8º motivo é o principal foco de fracassos!
Parabéns pelo blog!