quinta-feira, 21 de maio de 2009

Propagandas que embalaram minha infância: Brahma Chopp

Este não foi o único filme da Brahma daquela época, mas vou focar nele por ter sido o que mais me marcou. O ano era 1994 e o país parava para torcer pelos 11 comandados do técnico Carlos Alberto Parreira na Copa do Mundo nos Estados Unidos. Lembro inclusive da chegada dos tetracampeões após o título, onde o avião em que eles estavam era escoltado por caças da Força Aérea Brasileira – quanta veneração a um esporte de origens bretanhas! E no meio de todo esse carnaval, uma marca de cerveja não poderia deixar de aproveitar o vácuo para vender ainda mais cerveja. Foi o que fez a Brahma Chopp, a cerveja número 1! (depois da líder de mercado Antárctica).

O filme assinado pela Fischer América marcava pelo ritmo sincronizado da torcida e jogadores em campo e Romário, sempre ele, puxava o time de estrelas. Obviamente, naquele mundo distante, destacar-se era muito diferente do que é hoje. Aquele mesmo esforço de comunicação feito há 15 anos não faria nem cócegas na publicidade em que vivemos hoje. Em 1994 , o apelo do dedo indicador pedindo mais uma cerveja simplesmente fez com que a Brahma ultrapassasse a Antárctica na liderança de mercado. De qualquer forma, sempre vale pela oportunidade – e para muitos, é isso que realmente importa.

O jingle era mais ou menos assim:

"Vai Brasil, dá um show, mete a bola na rede...
e mata a minha sede de gols...
(mais um, mais um!!!)
Vamos lá seleção, enche o meu coração...
quero ser o Tetracampeão...
(mais um, mais um!!!)
É sentir o prazer, o sabor de querer...
de ser campeão...
(mais um!!!)
A Copa é a pátria de chuteira nos pés e cerveja na mão... Vamos lá Seleção!
Levantar o dedo e gritar: Brasil!
Você é o Número 1!
Torcendo para a nossa seleção...
que fez de novo o Brasil...
o número 1!!!"

Eu já disse isso no post dos chinelos Rider, mas não custar reforçar. Para quem gosta de futebol, o livro “Uma bela Jogada - 20 anos de marketing esportivo” relata um pouco da história recente do nosso futebol. A obra também mostra como entender a indústria do esporte e lança um novo modelo de gestão baseado no profissionalismo. Também é válido conferir o outro bom livro “Pátria, chuteiras e propaganda”, de Edison Gastaldo, que traz cases fantásticos sobre essa época de ouro de nossa propaganda, incluindo, é claro, a maior paixão dos brasileiros.

6 comentários:

Tonny Manson disse...

Engraçado. Essa campanha da Brahma foi assunto de uma aula semana passada.

Propaganda Transcendental disse...

E a propaganda da tartaruguinha? Lembram? Sensacional! No meu blog tem um post comparando essa com a atual (do "Ronaldo Brahmeiro"). Mas na verdade acho que não tem nem comparação!

Luciano disse...

Propaganda Transcendental, essa das tartaruguinhas tb já foi relembrada aqui, veja: http://louconaopublicitario.blogspot.com/2008/06/propagandas-que-embalaram-minha-infncia.html

Abs

Gabriel Aragão disse...

Alguém se lembra da propaganda da Brahma, se não me engano pra Copa de 98 que em momento nenhum citava o nome da cerveja? era um texto com o famoso "pensou cerveja pediu Brahma Chopp" sem letra ao fundo?

Gabriel Aragão disse...

Alguém se lembra da propaganda da Brahma, se não me engano pra Copa de 98 que em momento nenhum citava o nome da cerveja? era um texto com o famoso "pensou cerveja pediu Brahma Chopp" sem letra ao fundo?

adrenalinassa disse...

Lembro até hoje dessa música...segue um video youtube http://www.youtube.com/watch?v=Yfae1-mIa58