terça-feira, 24 de março de 2009

Propagandas que embalaram minha infância: Guga vs. Denílson

Como recentemente troquei o futebol pelo tênis nas minhas horas vagas, nada melhor do que esse emblemático comercial para ser lembrado em nossa nostálgica seção. E quem não se lembra do duelo entre Guga Kuerten e o marrento do Denílson numa quadra de saibro? Veiculado em 1997, o comercial da Pepsi marcou muito a geração que começou a gostar do esporte de André Agassi e cia. Gustavo Kuerten e o então jogador do São Paulo, Denílson, ambos no auge de suas carreiras, protagonizaram uma divertidíssima propaganda recheada de "brasileirismo" - se é que posso chamar assim - e muito bom humor.

Criado pela Almap/BBDO e produzido pela O2 Filmes, o filme foi dirigido por Fernando Meirelles. O legal é que depois de ter sido filmado cada jogador separadamente, Meirelles os reuniu e, percebendo a naturalidade da cena, deixou a câmera ligada enquanto os dois continuavam a brigar/brincar. A técnica não é nova, e gera essa naturalidade no diálogo de não-atores. Certa vez Washington Olivetto disse que um craque moderno deve ser bom no seu esporte e também na atuação diante das câmeras. Concordo com ele.

Segundo o site Tela Viva, para chegar ao resultado que conhecemos, produtora e agência fizeram um mapeamento completo dos movimentos a serem realizados. "Seria muito difícil fazer o Denílson jogar com uma bola de tênis", explica a assistente Valéria de Barros. Os movimentos da bolinha foram feitos no Flint da casa. Em uma das cenas, a câmera vê a perspectiva da bolinha, que se move em direção ao jogador. Para realizar essa cena, uma bolinha foi fixada com fio de náilon em frente à câmera, presa a uma grua. A bola permanece em foco e a manobra simula um movimento.

O último cabeceio de Denílson e o chute de bicicleta precisaram de uma "forcinha" na pós-produção, com a aplicação da bolinha. Para dar o peixinho, Denílson, ou melhor, um dublê deslizou sobre um skate. O jogador aparece apenas no take final, já no chão, cabeceando. "Apesar de termos uma ideia bem clara quanto ao filme, considerávamos difícil de realizá-lo, porque tinha um ritmo de esporte. Mas a principal realização do diretor foi a de deixar os dois jogadores tão à vontade. Sem serem atores, mostraram uma interpretação leve e natural", elogiou Marcelo Serpa.



Fontes: Tela Viva e Vintage

3 comentários:

Cyntia Bravo disse...

Gente! Quando a gente é criança acho que tudo que vemos e ouvimos ganha um peso extra né? Criança se encanta muito facilemnte. E esse comercial é mesmo ótimo. xD

ismael disse...

putz, muito bom! bem lembrado! mais agente, ou melhor... você nem era tããão criança nessa heim hehehhe

Luciano Marino disse...

ehehehe.. em 1997, bem, deixa eu ver... eu tinha pouco mais de 15 anos, mas isso é mero detalhe. rsss
abs