segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Propagandas que embalaram minha infância: Cofap

Hoje eu quero citar uma campanha inteira para se juntar a nossa já consagrada série Propagandas que embalaram minha infância, - e o motivo é incrivelmente simples - tratam-se de filmes inesquecíveis para meus conteporâneos. Refiro-me aos comerciais do Tubogas Cofap protagonizados pelo simpático cãozinho basset que fez história em nossa propaganda. Vale lembrar que qualquer estudante de publicidade que se preze deve estar careca de assistir esses filmes nas aulas de PP (vocês são felizes e não sabem).

Pois bem! Em 1989, um tal de Washington Olivetto emplacou uma das referências mais marcantes ao longo de sua carreira: Um cachorrinho da raça teckel ou dachshund - para alguns basset - se transformou em um ícone para os amortecedores da marca. Os comerciais fizeram tanto sucesso que a própria raça tornou-se vulgarmente conhecida como Cofap, e o dócil cãozinho passou a ser um símbolo do produto.

Não demorou muito para que o trio composto por Olivetto, Gabriel Zellmeister e Ruy Lindenberg, todos da W/Brasil, fizessem um fantástico trabalho explorando a semelhança anatômica do animal com o design do amortecedor. Baseando-se nesse conceito foi criado todo o mote dos comerciais. Obviamente, a memorável campanha trouxe excelentes resultados para o cliente, fortalecendo a imagem da marca e conquistando a simpatia de praticamente todos os brasileiros. No total, o cãozinho "Cofap" protagonizou quatro filmes entre 1990 e 1991, alguns deles com a participação do Marcelo Nepomuceno na criação.

Quase duas décadas após esse fenômeno da nossa propaganda, muitos ainda associam a marca ao melhor amigo do homem. Alguns ainda dizem que isso não para de oportunismo, ou seja, qualquer coisa feita com animais naquela época ganharia a simpatia de todos (o filme "Eu voltei" exemplifica bem essa identificação). Outros defendem que a ideia só ganhou toda essa longevidade porque foram muito bem produzidos. Ainda não cheguei a uma conclusão, mas acredito que isso é o menos importante ao olhar para tudo de bom que é produzido por nossa propaganda.


:: Seleção de 4 filmes da campanha


:: Mais um filme


:: Eu voltei

4 comentários:

Mateus Gouvea disse...

Mas na verdade quem deu a dica da semelhança do cachorro com a peça do automóvel foi o cliente.

Luciano Marino disse...

Meu caro Mateus, essa informação de fato estava no rascunho do post, cortei por achar que não tinha relevância. Pelo visto me enganei.
Obrigado pelo comentário.

Juliano Santana disse...

Que nostalgia isso.
Pena que a propaganda vem perdendo muito esse brilho de antigamente.

Uchoinha Asgardiano disse...

Essa propaganda foi responsável por eu ter tido um Daschund. :)