quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Encontro de motivação, comportamento e atitude

Tenho convicção em afirmar que as 1.500 pessoas que prestigiaram ontem a noite no Cenarium Rural em Cuiabá o encontro sobre motivação, comportamento e atitude certamente não se arrependeram – e olha que a seleção brasileira jogava no mesmo horário pelas eliminatórias da Copa. Mas antes de transcrever minha opinião sobre esse espetáculo de evento, gostaria de agradecer à Aquatro Projetos e Planejamento pelo convite.

Basicamente, o encontro foi dividido em duas palestras, a primeira com Rodrigo Cardoso e logo após Rogério Caldas. Difícil apenas dizer qual foi a melhor, mas isso realmente não importa muito. O recado que eu quero deixar a quem lê esse post é que não deixe de participar quando um desses caras estiverem em sua cidade. E se você me perguntar se isso tem alguma coisa a ver com propaganda e marketing, eu antecipo respondo: TEM ABSOLUTAMENTE TUDO A VER !

Já falei sobre quebra de paradigmas por aqui, e eu percebo que palestras motivacionais têm um certo preconceito. Esqueça isso! Você não precisa estar desmotivado para presenciar um evento como esse. Tem milhares de outras coisas que um bom publicitário pode e deve perceber em um ambiente onde as pessoas buscam alguma inspiração.

Parte I – Rodrigo Cardoso

Um showman. Não tem como descrever de melhor forma esse engenheiro que de engenheiro não tem nada. Ele começou com um domínio do público que pouquíssimas vezes eu vi. Exemplificou muito bem algumas regras clássicas sobre motivação, mas que é sempre bom ouvir de vez em quando e soltou a informação que eu fiz questão de anotar. Atitude deve vir antes do conhecimento. As empresas não demitem pessoas sem conhecimento, elas demitem quem não tem atitude. Claro que conhecimento é extremamente importante também.

Em muitas citações do Rodrigo foi impossível não lembrar das palestras do Aly Baddauhy, (que já comentei aqui). Notei que eles usaram apelos muito parecidos para falar sobre marketing pessoal, hábitos e perfis.

Outro ponto que me chamou a atenção e que eu já considero há um bom tempo foi quando ele lembrou que devemos ser extraordinários em absolutamente tudo o que fazemos. Os Estados Unidos são a única superpotência mundial porque todos querem ser os melhores do mundo no que fazem. Faz parte da cultura deles. Lá, um porteiro quer ser o melhor porteiro do mundo. O bancário, o eletricista, o médico, etc. Esse é o espírito do jogo.

Segundo Cardoso, existem quatro tipos de personalidades: os energéticos, populares, perfeccionistas e serenos. É essencial a um líder saber identificar isso na equipe e extrair deles as habilidades inerentes ao seu perfil. E finalmente falou-se em metas, o porquê tê-las e como as pessoas entendem errado as razões que as levam a traçá-las. Foi empolgante em todos os momentos.

Parte II – Rogério Caldas

O que dizer de um cara que já ministrou quase 2 mil palestras e falou para aproximadamente 1 milhão de pessoas em todo o Brasil? Existe uma palavrinha que resume o nordestino Rogério Caldas: Show.

Quando terminou a palestra do Rodrigo pensei que seria dificílimo para o segundo cara da noite manter o ritmo. Quanto engano! Caldas soltou um raciocínio mais pertinente que o outro, sucessivamente. Dosou o humor com maestria e deu também uma aula aos aspirantes a palestrantes (meu caso).

Tenho um bom termômetro para medir a satisfação dos eventos que participo, é a frequência que olho para o relógio. Se inconscientemente verifico as horas com 20 minutos de palestra é porque a coisa tá feia. No caso de ontem, poderia tranquilamente ter deixado o relógio em casa. Quando o Rogério disse as últimas palavras pra lá das 11 horas da noite, tive aquela mesma sensação de ver o Jô Soares terminando uma entrevista e a platéia se manifestando com um sonoro ohhhhh.... (sou péssimo em onomatopéias).

Estamos vivendo a maior batalha de todos os tempos, a era do atendimento show. Você sabe quando o Brasil foi descoberto? Não, não foi em 1500, foi em 1990 com a tal Globalização. Nem preciso dizer a quantidade de marcas que tínhamos atuando no Brasil no começo dos anos 90 e hoje, nem a exigência das pessoas. Ainda por cima a China vem aí. Pergunta: Tem espaço para pessoas infelizes no trabalho?

0 comentários: