terça-feira, 15 de julho de 2008

Dia 2 - Sem mais desculpas

Chegamos ao segundo dia. E com a mesma pontualidade dos britânicos, Aly Baddauhy Jr. começou a esmiuçar o assunto que ocuparia as próximas três horas de curso: Dinheiro. Mas antes que venha a inevitável pergunta, reforço o porquê falar de dinheiro e finanças pessoais num curso de vendas – simples: porque vendedor quebrado é uma desgraça! E para que o vendedor não quebre e fique mais preocupado em pagar o condomínio atrasado do que necessariamente vender, uma breve alfabetização financeira se faz mais que necessária.

A maioria das coisas que foram ditas ontem e que eu comento aqui, podem não ser novidade nenhuma para grande parcela dos presentes, mas a questão não é essa. O que é importante pegar numa palestra que fala de controle financeiro pessoal é a idéia de fazer aqueles pequenos hábitos se tornarem cotidianos. É normal sair da sala querendo pôr tudo em prática, e 48 horas depois não dar a menor bola para aqueles meros conselhos.

Guarde religiosamente 10% do que você recebe. Essa foi o primeira grande dica, mas claro, falar é muito mais fácil que de fato fazer. Então, o melhor jeito para guardar é separar a quantia antes de qualquer coisa e pagar a você mesmo. Coloque o dinheiro em um lugar de difícil acesso - o Aly sugeriu abrir uma conta em Colniza e não ter nem a senha do banco. A idéia é essa, não deixar essa pequena fortuna ao alcance de suas próprias garras.

Outro bom hábito para guardar dinheiro: Dê nome a ele. Isso mesmo, não veja o dinheiro como seu, e sim como já sendo da gasolina, da mensalidade do curso, da energia elétrica, da casa própria, etc. E finalmente, crie o hábito de valorizar as pequenas quantias. A economia está nas pequenas coisas, um cofrinho LACRADO não é uma má idéia. Parece coisa de turco né? E é!

Outro ponto muito importante para manter ou entrar em plena saúde financeira é saber a diferença do que é ativo para o que é passivo. É simples: Ativo é toda compra que traz receita. Exemplos, um imóvel de aluguel, uma roupa que lhe proporcionará boa apresentação no trabalho. Já passivo são as compras que lhe trarão despesas, por exemplo o carro que você só usa para sair nos finais de semana. Existem dois tipos de dívidas, as burras e as inteligentes. Nem preciso lembrar que as burras são recheadas de juros né? Então prefiro pular essa parte.

Leia:
O segredo da mente milionária
Pai rico, Pai pobre

A partir desse momento, Aly começou a distinguir a diferença entre os que têm controle das finanças e os que não têm – e o cerne da sua apresentação começou gradativamente a migrar para a motivação coletiva. Ficou claro que o objetivo dele alí era fazer com que todos deixassem o auditório prontos para não dar mais desculpas. Ele reforçou as características típicas do sucesso e fracasso, e então o curso fundiu-se com o que foi feito na palestra “2008 começa agora”.

De tudo que veio após isso, prefiro destacar a “Balança Emocional”, que coloca o preço de um lado e o prêmio do outro. Ou seja, quem está disposto a vencer tende a enaltecer o prêmio, e o fadado ao fracasso tende a ver o preço que aquilo custa. Acostume-se a pensar na Balança Emocional antes de qualquer decisão. Reflita se o prêmio compensa o preço, mas pelo amor de deus: não se esqueça que você tem que pagar um preço de qualquer maneira. E o preço do fracasso é mil vezes mais caro do que o preço do sucesso.

Até então eu não sabia, mas o futuro tem três palavras: Esticar-se, Amor e Agora. Isso quer dizer: Faça mais do que você já faz, faça com amor e entenda que passado nem futuro existem. “Mas Aly, eu não tenho que pensar no futuro? Claro que tem, mas para fazer isso, você tem que pensar AGORA.” Sem mais desculpas!

1 comentários:

Cris disse...

Oi Lu... infelismente não pude comparecer neste curso, porém lendo seus comentários sobre a palestra do Aly já deu para perceber que esta sendo show de bola assim como seus textos que retratam tão bem tudo que esta "rolando" por lá.

Cris.