segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mais polêmico do que criativo | 13

O anúncio da Nike que coloca Wayne Rooney no posto de um Messias não é de agora, foi veiculado às vésperas da Copa do Mundo de futebol da Alemanha em 2006. O que chamou a atenção foi a polêmica que a peça gerou na Inglaterra, sendo vista com muita repugnância pela população daquele país.

A "crucificação" do centro-avante do Manchester Unit tem uma mensagem bem clara da seleção inglesa para seus torcedores: "Daremos o sangue pela Inglaterra". Consigo até imaginar a reunião de brainstorm. Algum criativo bem intencionado, depois de alguns minutos apenas ouvindo a "tempestade de idéias" pede a palavra e sugeri: "Porque não usamos a cruz de São Jorge da bandeira para remeter à cruz onde Jesus morreu? É perfeito! O Rooney comemora seus gols com os braços abertos, vai casar perfeitamente com o conceito que queremos transmitir." Santa infelicidade!

Vários políticos e líderes religiosos se incomodaram com a analogia ao sangue, protestando fortemente contra a propaganda. A Nike, que assina a peça e patrocina o jogador, manifestou-se que não recebeu nenhuma reclamação. Minha opinião: Não me incomoda nem um pouco, tem coisa muito mais passível de discussão por aí que não ofende ninguém. Claro que não gosto quando o comercial agride algumas crenças, mas torno a comentar que a propaganda continua sendo o bode espiatório de sociedades mal educadas.

Além de um painel no centro de Londres, a peça foi veiculada também em diversos jornais da Iglaterra.
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2 comentários:

André HP disse...

Interessante, no mínimo.

Tem 2 pontos focais no caso. Não seria a 'polêmica' um mecanismo de marketing?

Nenhum grande publicitário - que não seja louco, claro - disconsideraria crenças culturais de uma pequena parcela do público alvo.

Grande blog, abraços...

M. Braz disse...

Eu não consigo ver essa ofensa que foi declarada por essas pessoas, me remete muita ta ação a outras coisa, mas não a um messias salvador da Inglaterra, eles estão muito puritanos isso sim. Querendo tapar o sol com a peneira quem sabe.