segunda-feira, 14 de julho de 2008

Dia 1 - Tempo é vida!

Você pode naturalmente pensar: “Mas por que diabos esse blogueiro inventou de comentar sobre um curso de vendas aqui nesse blog especializado em propaganda?”. E com a mesma naturalidade eu lhe responderia: “Porque somos todos vendedores”.

Conforme venho prometendo recentemente, tentarei cobrir o curso de vendas mais assistido do Brasil dentro dos moldes que estamos acostumados a ver por aqui, primeiro eu assisto a palestra e no outro dia de manhã comento por aqui. Para quem ainda não se situou, estou falando de Aly Baddauhy Jr. e seu curso “O que é vender no mundo de hoje”, que acontece entre os dias 14 a 17 de julho no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, MT.

A última vez que participei de uma palestra desse cara pensei: “Verei mais vezes, com certeza!” E isso certamente aconteceu com aproximadamente 60% dos mais de 4 mil presentes ontem a noite. Sendo assim, vamos as vias de fato.

Como já o descrevi, Aly é um sujeito extremamente pertinente no que diz, ele é cômico, persuasivo, antenado e com um estereótipo a beira da extinção, enfim um show-man típico. Se você ainda não ouviu o que esse cara tem a dizer, não perca a próxima oportunidade, e eu garanto, vale a pena, de um jeito ou de outro.

O primeiro dos quatro dias de curso começou com a indispensável baboseira de sempre, tratando pontualidade e planejamento com a devida prioridade que um bom curso deve abordar logo de cara. E enquanto esquivava de algumas nucas cujos proprietários aleijavam um cadeira vazia, vi que Aly estava em sua plena forma, prometendo uma noite bem ao seu estilo.

O primeiro ponto a se destacar foi o mesmo com o qual comecei este post: Todos somos vendedores! Independente se você é um advogado, estudante ou operador de betoneira. Não importa, você tem algo a vender, pode ser desde uma idéia até você mesmo. Em nossos casos, publicitários, vendemos o que acreditamos que vai vender (meio paradoxal isso). E aí automaticamente caímos numa palavrinha bem bacana chamada Comunicação. Comunicação é venda, e quem melhor se comunica mais vende - isso é fato.

Um ponto interessante que Aly ressaltou e que eu já até comentei por aqui é que a maior parte da nossa comunicação não é feita através das palavras, e sim do nosso corpo, da nossa fisiologia. O vocabulário também é importante, mas tem uma fatia que não chega aos 10% do total.

Assim como falou na palestra “2008 começa agora”, ele citou o triângulo do equilíbrio. Trabalho, família e espiritualidade, nessa ordem. Esse foi um dos pequenos momentos que eu não concordei plenamente, mas entendi as razões dele falar aquilo para aquelas pessoas. Em resumo, dedique o tempo adequado para as três partes do triângulo, é uma fórmula.

Na sequência Aly citou quais são as primeiras percepções de quem compra. Em primeiro lugar, ele deve “comprar” o vendedor, se o vendedor passar a boa impressão necessária, ele olha para a qualidade do que vai comprar. Em terceiro lugar ele vê a empresa ou marca que vende. E por fim o preço. Nesse sistema a pior coisa que pode acontecer é o vendedor que implora para o cliente comprar, aquele que está precisando desesperadamente cumprir a meta, o que é muito óbvio, deve-se evitar ao máximo. Em outras palavras, vendedor quebrado é uma desgraça!

Nós cansamos de ver dezenas de milhões de reais investidos em campanhas publicitárias para mostrar as pessoas onde elas terão mais tempo para aproveitar a vida. O que não falta por aí são slogans rechonchudos dizendo para você ter mais tempo para a família usando o Banco X ou o Plano de Saúde Y. Se tempo é dinheiro, então consequentemente o tempo é a moeda da vida. Ou seja, é ele quem determina a sua qualidade de vida. Por quê esse raciocínio é importante para o curso? Para dar ao vendedor uma boa bagagem de argumentos. O números, quando bem colocados são uma ótima forma de persuadir, e claro, também é perfeito para dissuadir quando não são corretamente bem empregados.

Controle financeiro é importante, motivação e bons hábitos também são itens que devem acompanhar alguém que venda alguma coisa. Para vender, você deve estar bem consigo mesmo, deve estar focado apenas naquele objetivo. Nem preciso reproduzir que a leitura é o primeiro bom hábito. Mas daí vou além do que o Sr. Baddauhy disse e coloco meu ponto de vista a respeito. Não leia por obrigação, leia por prazer, ache algo que lhe interesse e saia lendo, o hábito vem logo atrás, e quando menos perceber, estará lendo com a mesma automação com a qual levanta pela manhã e vai ao banheiro escovar os dentes. Só não se esqueça, nada acontece do dia para a noite, por isso tenha em mente que a leitura muda nossa maneira de pensar a longo prazo.

Uma boa forma de formar idéias é entender que não existe falta de tempo, o que existe é falta de prioridade com o o tempo. Igualmente podemos dizer que não existe falta de dinheiro, o que existe é falta de prioridade com o dinheiro. O preconceito nos faz achar que isso não vai funcionar, mas depois de algum raciocínio, fica tudo mais simples.

A mudança de paradigma também é um bom começo. Um exemplo é a mudança que se teve nos últimos anos com o termos emprego e trabalho. Você já viu algum político prometer trabalho pra todo mundo? Claro que não, ele promete emprego pra todo mundo. No emprego, busca-se a segurança do empregador. No trabalho, o trabalhador faz a própria segurança. Deixando isso mais bonito, podemos dizer que o emprego atrofia as pessoas, já o trabalho as desafia.

O Aly tem uma particularidade que eu gosto muito, ele sempre diz: ANOTE... e solta uma frase de efeito que gera uma gargalhada coletiva seguida por um segundo de reflexão que aquilo é mais real do que engraçado. Uma dessas frases ditas foi: O cérebro é burro! Ou seja, o cérebro - a máquina mais perfeita do planeta - não consegue diferenciar a realidade da fantasia. Por isso, a visualização é muito importante. Por que as pessoas choram ao ver filmes dramáticos? Porque o cérebro delas entende que aquilo é real, e envia sentimentos reais às pessoas. O papel do bom vendedor é criar essas fantasias, fazer com que o comprador se veja usando o produto – depois ele arruma um jeito de pagar. Anote: “Imagine" é uma palavra mágica em vendas.

Minhas considerações nesse ótimo primeiro dia foram essas. E como o curso foi dividido em três partes: Comportamento, Dinheiro e Técnicas. Vejo como uma bela fórmula para mudar os hábitos e criar o exercício nas pessoas de começarem a acumular conhecimentos de quem fez e aconteceu. Vamos ver o que vem pela frente.

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