segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Diga não ao trabalho infantil

A criatividade as vezes assusta, não pela diferenciação, mas pela forma óbvia como as coisas podem surgir. Eu separei esse anúncio ao lado para tentar ilustrar o que estou tentando dizer. Trata-se de uma peça criada pela agência Mudra para o Serviço Social, e apresenta um conceito fortíssimo.
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Quando uma criança deixa de ir a escola para trabalhar, ela se torna uma prisioneira para o resto da vida. Me arrisco a dizer que essa é talvez, a pior das prisões, pois manterá presa qualquer oportunidade de uma vida melhor. Há quem diga que a ignorância é uma bênção - inclusive o Cyber em Matrix (Warner, 1999) - mas no mundo em que vivemos, não é nada difícil constatar que a maior bênção é a oportunidade de ter uma educação digna. Ninguém nasce bandido, ninguém nasce tolo, ninguém mata, rouba ou espanca alguém por opção. É tudo uma mera e simples questão de oportunidade, ou falta dela.
Mas não quero levar a discussão para esse lado, quero apenas apresentar uma idéia de como a criatividade pode acontecer em qualquer situação.
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Lembrei de uma análise que vi semana passada numa entrevista do Bernardinho, técnico da nossa supercampeã seleção brasileira de voleybol. Ele disse que somos feitos muito mais de transpiração do que de inspiração, até aí nada novo, até porque Einsten já havia descoberto isso há muito tempo. Mas o que realmente me chamou a atenção na entrevista foi quando ele falou que mesmo os 10% de inspiração só acontecem, graças a todo o trabalho mecânico por trás. Isso é muito bem aplicável no nosso caso.
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Lembro de um grande professor que tive na faculdade, com quem inclusive tive oportunidade de trabalhar fora da academia. Ele dizia que uma grande sacada criativa não vinha após se trancar numa sala e esperar pelo êxtase de idéias. Todo processo criativo exige um mínimo que seja de experiências pessoais, de leitura, de comprometimento, no caso, a tal transpiração.

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