segunda-feira, 11 de junho de 2007

Liz transforma

Liz transforma. Sob esse forte conceito a marca de soutien Liz apresenta as suas fiéis clientes a sensação que irão sentir ao usar a peça íntima. Tá bom, concordo que não é tão brilhante (ou oportuno) como a idéia da W/Brasil para a Valisère em 1987. Mas eu consigo ver o rosto daquela garotinha envergonhada ao usar o soutien pela primeira vez e fazer um paralelo com esse anúncio aí do lado.

Porém, sinceramente não consigo imaginar como isso seria feito sem a ajuda do amigo inseparável de qualquer publicitário: o Photoshop.

A propósito, pesquisando sobre essa peça, descobri acidentalmente que em 2003, uma edição da revista Caras teve um longo encarte criado pela W/Brasil para a Valisère, que foi sua cliente até 1990. A peça que levava o título "O primeiro desrespeito a gente nunca esquece" era uma resposta ao anúncio da Wonderbra que fazia uma "sátira" ao conceito "O primeiro Valisère a gente nunca esquece" com a frase "O primeiro soutien a gente nunca...ih, esqueci".

A peça da W/ traz fotos e um extenso texto falando da campanha que ela criou para a marca em 1987 e que acabou virando uma das frases mais conhecidas da propaganda brasileira. O texto explica porque a Valisère se deu ao trabalho de publicar uma resposta tão longa dizendo "Porque não dá pra ver uma multinacional se apropriar de uma idéia brasileira e ficar quieto. (...) Porque é triste ver uma frase que entrou para o dia-a-dia do brasileiro ser deturpada dessa forma oportunista e grosseira. E sobretudo porque a Valisère é igualzinha às mulheres: não admite ser desrespeitada.

Esse anúncio foi feito em respeito a todas as mulheres brasileiras que jamais esquecerão a emoção de usar seu primeiro Valisère. E que, assim como a Valisère, vão fazer de tudo para esquecer aqueles que não nos respeitam", termina.

A agência também enviou um reprint do anúncio a clientes e imprensa especializada. Com a peça, foi enviada uma carta assinada por Washington Olivetto, em que ele explica o ocorrido e aponta um possível "reinício de relação" entre Valisère e W/Brasil.

Num P.S. o publicitário afirmou que não credita à agência, autora do anúncio da Wonderbra, que é a Z+ Comunicação, a responsabilidade pelo tom "grosseiro, ofensivo e oportunista" da peça, mas, sim, ao anunciante responsável pelo briefing e aprovação. Diz também que não credito à W/Brasil eventuais méritos do anúncio da Valisère, mas, sim, ao anunciante "que brifou e aprovou".

Só fico pensando se a moda pega, imagina quantos encartes como esse iriam pipocar por aí? Aqui mesmo, nesse singelo manicômio eu cultivo a nossa pequena área destinada as mais curiosas e incríveis chupadas publicitárias, e olha que tem muita peça parecida que que ainda não postei.

Clique aqui para assistir ao comercial da Valisère.

Fonte: Meio e Mensagem

5 comentários:

Bruna - disse...

hahaha, mt criativo o anúncio!

Thaiza Nacaxe disse...

É. Claro que o fotoxops entra em ação.

Mas mesmo sendo bem parecidos, gostei de todos.

GuiCury disse...

Eles tinham que voltar a apavorar nas campanhas! Tão paradões!

Anônimo disse...

Adoro este blog, sempre passo por aqui.

Cindacta.

marketrix disse...

Adorei! Pode parecer uma coisa boba para os homens, mas tem efeito sim sobre as mulheres, principalmente as que tem seios grandes.