terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

O mundo vai acabar, acostume-se com isso

Desde que eu me conheço por gente, ou seja, desde a época em que minha professora do primário me obrigava a escrever redações sobre desmatamento, queimadas, poluição, degradação ambiental, etc. Bem, desde essa época, temo que o mundo onde vivo e todas as suas reservas ecológicas desapareçam e isso afete consideravelmente minha vida. E para que isso não aconteça, procuro fazer a minha parte, não jogando lixo em locais impróprios, economizando água, optando por produtos ecologicamente corretos, dirigindo menos o meu carro, divulgando ações de guerrilha como esta, e algumas coisinhas a mais.

Francamente falando, sem hipocrisia, não entendo até que ponto a coisa é crítica de verdade. Será que o planeta se tornará uma panela de pressão num futuro muito próximo e o efeito estufa nos fritará como bifes acebolados? Ou morreremos todos de câncer de pele, desidratados, vítimas de novas epidemias, vírus, sufocados por gás carbônico ou coisa pior? Ou será ainda que tudo não passa de manobras preventivas para que o mundo encontre um jeito de se adaptar às novas condições pós-Revolução Industrial? Será? Acho a segunda hipótese muito difícil. Para o cientista inglês Martin Rees em seu livro Hora Final, as chances da nossa civilização estar viva até o final desse século são de 50%. Aterrorizante não?!

Todos nós sabemos que um mundo ecologicamente perfeito implica num colapso sem precedentes na economia mundial, ou seja - não tem como parar a degradação ambiental - o mundo do capital não permite tal ideologia. O que quero dizer é que o planeta não se salvará apenas com cidadãos responsáveis, que não jogam lixo em locais impróprios, que economizam água e que preferem produtos bio-degradáveis. A missão dessa "minoria" não é evitar extinção da vida no planeta, e sim adiá-la ao máximo.

Ações como essa aí de cima são bem interessantes por se tratar de uma forma criativa e legal de exemplicar nosso provável futuro. Serve também para mostrar que é preciso pensar no mundo de amanhã. Mas conforme vou envelhecendo, me convenço que a raça humana não tem um tempo tão longo por aqui, igualzinho aconteceu com os dinossauros. Não há absolutamente nada de concreto que possamos fazer para impedir isso, a não ser acostumar-se com a idéia.

No balão da foto lê-se: “O mundo não aceita nenhum tipo de CO2

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